Onde realmente começa a sua jornada no mundo das roupas de ioga

As leggings de ioga e as roupas esportivas que as pessoas usam todos os dias não começam em uma loja. Elas começam muito antes — dentro de uma fábrica de tricô, em uma máquina que funciona sem parar há horas. Muito antes de uma calça de ioga ser macia, elástica e confortável em contato com a pele, ela existe apenas como um fio se movendo em alta velocidade. máquina de tricô circular.
Mas esse é apenas o capítulo final de uma história muito mais longa. Para entender as roupas de ioga como as conhecemos hoje, é preciso voltar muito mais no tempo.
Breve História: Da Prática Antiga ao Vestuário Moderno
A própria ioga teve origem na Índia antiga, há milhares de anos, mas durante a maior parte de sua história, os praticantes usavam túnicas e xales folgados e simples — vestimentas de algodão projetadas para a quietude e a meditação, não para movimentos dinâmicos.
A calça de ioga moderna seguiu um caminho bem diferente. Sua evolução remonta a meados do século XX: na década de 1950, Audrey Hepburn popularizou as calças cropped justas nas telas; em 1958, o químico americano Joseph Shivers inventou o elastano, a fibra elástica que possibilitaria a criação de tecidos elásticos; e na década de 1980, a febre da aeróbica trouxe as roupas de ginástica justas ao mercado de massa.
Então, em 1998, chegou a primeira calça de ioga feita especificamente para esse fim — confeccionada em náilon e lycra, projetada para atender às exigências da prática de ioga.
O homem que mudou tudo: Chip Wilson e a Lululemon
Naquele mesmo ano, um empreendedor canadense chamado Chip Wilson entrou em uma aula de ioga em Vancouver. Ele tinha uma lesão nas costas e buscava alívio. O que ele encontrou, em vez disso, foi uma ideia de negócio. Ele percebeu que as mulheres na aula usavam roupas de algodão e misturas de algodão com poliéster — tecidos que não esticavam bem, não absorviam a umidade e, francamente, não eram adequados para a prática.
Wilson passou mais de seis meses aprimorando os tecidos e investiu US$ 80.000 em duas máquinas de costura japonesas de ponto plano. O resultado foi a primeira calça de ioga da Lululemon — vendida por três vezes o preço de produtos concorrentes, mas abraçada por mulheres que esperavam por algo que realmente funcionasse.
A Lululemon inaugurou sua primeira loja própria em Vancouver em novembro de 2000. Em 2007, a empresa abriu seu capital e o vestuário de ioga se tornou oficialmente uma indústria global.
O que Wilson começou, outros ampliaram. A Alo Yoga trouxe a roupa de ioga para o estilo urbano através da cultura das celebridades. Marcas como a MAIA Active surgiram para atender mercados regionais com preços mais acessíveis. As leggings de ioga saíram dos estúdios e chegaram a cafés, aeroportos e ao guarda-roupa do dia a dia.
Então veio Kim Kardashian — e tudo se acelerou.
Se Chip Wilson definiu o que a roupa de ioga poderia ser, Kim Kardashian redefiniu para quem ela era destinada.
Em 2019, Kardashian cofundou a SKIMS ao lado do empresário Jens Grede. Ela contou que passou anos cortando e tingindo peças modeladoras por conta própria, pois não encontrava nada que combinasse com seu tom de pele e tipo de corpo. A marca foi lançada com uma promessa fundamental: “Solução para todos”.
E eles estavam falando sério. A SKIMS oferecia tamanhos do XXS ao 5XL, em uma gama de nove tons de pele — uma mudança deliberada em relação aos tamanhos e paletas de cores restritos que dominaram o setor por décadas.
A marca decolou imediatamente. Sua primeira coleção de modeladores corporais esgotou em minutos. Durante os anos da pandemia, as vendas cresceram de 80% a 90% anualmente e, em 2023, a SKIMS foi avaliada em US$ 4 bilhões. Em 2025, esse valor havia subido para US$ 5 bilhões, tornando-a uma das marcas de moda fundadas por celebridades mais valiosas do mundo.
O que diferenciava a SKIMS não era apenas o produto, mas sim o seu posicionamento cultural. Enquanto marcas anteriores vendiam aspiração — o corpo esguio e escultural da ioga —, a SKIMS vendia inclusão. Suas campanhas apresentavam corpos de todos os tipos, e sua mensagem rejeitava a ideia de que roupas esportivas deveriam ser algo que se precisava merecer para usar. Como disse um analista do setor, a SKIMS transformou as roupas modeladoras de um "instrumento de tortura estética" em algo que as mulheres realmente queriam vestir.
Então veio a NikeSKIMS. No início de 2025, a Nike — enfrentando uma queda de 8% na receita — anunciou uma parceria estratégica com a marca de Kardashian. A marca conjunta, NikeSKIMS, foi lançada em setembro de 2025, combinando a pesquisa e desenvolvimento técnico da Nike com a filosofia de positividade corporal e a expertise em vendas diretas ao consumidor da SKIMS. A primeira coleção abrangia mais de 180 SKUs, incluindo roupas para ioga, corrida e treino, com tamanhos do XXS ao 4XL a um preço intermediário. As redes sociais norte-americanas se encheram de comentários declarando que "a Lululemon acabou", e analistas do setor começaram a esboçar um novo mapa de três vertentes para o mercado de roupas esportivas femininas: as inovadoras em tecnologia (Nike, Under Armour), as marcas de estilo de vida (Lululemon, Alo Yoga) e as desafiadoras focadas na inclusão (SKIMS, Girlfriend Collective).
Elasticidade, recuperação e conforto são definidos na etapa de tricô.
Um bom tecido para yoga não se resume apenas à marca. O que realmente importa é como ele se comporta em movimento: se estica suavemente, recupera a forma sem ceder e mantém a superfície limpa mesmo após uso prolongado. Essas qualidades são em grande parte determinadas durante a tecelagem. Um tecido estávelmáquina circularAjuda a manter a formação consistente das laçadas, a tensão uniforme do tecido e a uniformidade da superfície — fatores que influenciam diretamente o toque final da peça de roupa.
Em roupas esportivas, pequenas imperfeições no tecido tornam-se imediatamente perceptíveis.
As leggings de ioga não perdoam. Como o tecido está sob constante estiramento durante o uso, até mesmo pequenas irregularidades se tornam visíveis rapidamente. Uma tensão instável pode deixar a superfície com aparência irregular após ser puxada. A formação inconsistente de laçadas pode tornar o tecido áspero ao toque ou causar perda de elasticidade com o tempo. É por isso que os fabricantes de roupas esportivas dedicam atenção especial à estabilidade da máquina e à consistência do tecido durante todo o processo de tecelagem.

Tecido macio é resultado de ajustes constantes e cuidadosos.
Dentro da oficina, produzir tecido para yoga raramente é tão simples quanto ligar a máquina e deixá-la funcionar. Os técnicos monitoram continuamente a alimentação do fio, a estrutura dos pontos e as condições da máquina para manter a produção estável durante longos turnos. Às vezes, pequenos ajustes são feitos repetidamente, apenas para refinar a sensação final ao toque por uma pequena margem. Porque, no final das contas, o conforto é construído a partir de detalhes que ninguém vê.
Do fio ao vestuário do dia a dia
A maioria das pessoas nunca se pergunta de onde vem sua roupa de ioga. Elas só reparam se a vestem confortavelmente. Mas por trás de cada peça pronta existe uma longa cadeia — fios, tecido, máquinas e inúmeros pequenos ajustes feitos durante a produção. Por trás disso, há uma história que se estende da Índia antiga a um estúdio de ioga em Vancouver, em 1998, da invenção do elastano à ascensão de um ícone global que decidiu que a indústria precisava vestir mais tipos de corpo.
E tudo começa na máquina de tricô.
MORTON — Soluções Avançadas em Tricô

Máquina circular


Data de publicação: 19 de maio de 2026
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